O preço de um sistema de energia solar não depende apenas da quantidade de placas. O consumo do imóvel, a incidência de sol, o tipo de telhado, a instalação elétrica e as regras da distribuidora mudam o projeto. Por isso, um valor genérico encontrado na internet raramente é um orçamento completo.
O que entra no custo das placas solares
- Painéis fotovoltaicos e estruturas de fixação.
- Inversor, proteções elétricas, cabos e conectores.
- Projeto, instalação e pedido de conexão com a distribuidora.
- Adequações no telhado, no padrão de entrada ou no quadro elétrico, quando necessárias.
- Monitoramento, limpeza, manutenção e eventual troca de equipamentos ao longo dos anos.
Peça um orçamento baseado em pelo menos 12 meses de consumo. O menor preço nem sempre entrega geração suficiente, instalação segura ou suporte depois da venda.
Como calcular o tamanho do sistema
O projeto começa pela média de consumo em kWh, não pelo valor em reais. O profissional também considera a radiação solar da cidade, a direção e a inclinação do telhado, sombras, perdas do sistema e o espaço disponível. Duas casas com contas parecidas podem precisar de projetos diferentes.
Como calcular o prazo de retorno
O retorno simples é calculado dividindo o investimento total pela economia anual estimada. Mas uma análise responsável também considera manutenção, perda gradual de desempenho, possíveis trocas do inversor, custo do financiamento e as cobranças que continuam na fatura.
Mesmo com geração própria, a conta normalmente não zera. Continuam existindo cobranças pelo uso da rede, custo de disponibilidade, iluminação pública, tributos e outras parcelas aplicáveis ao imóvel.
Como funcionam os créditos de energia
Quando o sistema produz mais do que o imóvel consome naquele momento, o excedente vai para a rede e vira crédito. Pelas regras da geração distribuída, os créditos podem ser usados em até 60 meses. A Lei nº 14.300/2022 organiza esse sistema e também prevê cobranças graduais pelo uso da rede em determinadas situações.
Placas próprias ou assinatura de energia?
- Placas próprias: exigem investimento, imóvel adequado e tempo para recuperar o valor aplicado.
- Assinatura: não exige obra, telhado nem compra de equipamento.
- Placas próprias: podem ser interessantes para quem tem capital, imóvel definitivo e boa área de instalação.
- Assinatura: pode atender também imóveis alugados e começa com investimento inicial zero.
Qual opção é mais barata
Não existe uma resposta igual para todos. A instalação própria pode gerar uma economia maior no longo prazo, mas exige capital e assume os riscos do equipamento. A assinatura oferece uma economia menor, de 10% a 25% na energia da conta, conforme a proposta e a bandeira, porém sem imobilizar dinheiro. Compare investimento, economia líquida, prazo de contrato e tempo de permanência no imóvel.
A BB Energia faz uma comparação gratuita usando a sua conta real. Assim você vê a estimativa das placas, o prazo de retorno e a alternativa por assinatura antes de decidir.